
Vinho de 127 anos: o sabor de uma relíquia
Saiba como foi a degustação de um vinho de 127 anos avaliado em uma fortuna. Descubra os segredos que essa relíquia histórica revelou na taça após um século.
Recentemente, um grupo seleto de especialistas viveu um momento histórico na França. Eles se reuniram para a abertura de um vinho de 127 anos em um restaurante estrelado. A garrafa em questão era um Romanée-Conti 1899, vindo de um dos produtores mais cultuados da Borgonha. O evento foi promovido pelo investidor Soo Hoo Khoon Peng, que decidiu celebrar seu aniversário com a experiência. A rolha original ainda preservava a marcação do ano visível pelo vidro.
Garrafas dessa idade são extremamente raras e costumam ser tratadas apenas como itens de coleção intocáveis. Um exemplar da safra de 1945 já atingiu valores superiores a meio milhão de dólares em leilões. Contudo, o proprietário preferiu o aprendizado sensorial ao status da posse. Ele buscou uma conexão humana através da história líquida contida naquele vidro.
A trajetória deste vinho de 127 anos
A origem da garrafa remonta à aristocracia francesa e à família Brou de Laurière. O item permaneceu guardado por décadas até ser vendido por engano em um lote genérico. Ele foi adquirido por um valor irrisório junto com outros tintos antigos do século XIX. Felizmente, um colecionador atento identificou a preciosidade antes que ela se perdesse para sempre.
Este exemplar representa um registro vivo de uma era distante. Ele foi produzido com uvas Pinot Noir de pé-franco, ou seja, videiras originais não enxertadas. A bebida resistiu bravamente à praga da filoxera e atravessou duas guerras mundiais. Poucos produtos no mundo demonstram tamanha resiliência e capacidade de evolução.
No momento da degustação, o vinho de 127 anos revelou características surpreendentes na taça. O líquido apresentava uma cor âmbar com reflexos alaranjados, típica de longa guarda. Os aromas remetiam a chá, ameixa em conserva e flores secas. Segundo William Kelley, crítico do The Wine Advocate, a fruta primária já havia dado lugar a uma complexidade etérea.
Olivier Pion, responsável por encontrar a garrafa, classificou o estado de conservação como um milagre. O nível do líquido no gargalo indicava que o vinho de 127 anos foi armazenado em condições perfeitas. Degustar algo tão antigo é uma experiência que vai muito além do paladar. Para o proprietário, ver a bebida ainda viva foi um grande alívio.
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Esta é uma interpretação resumida do material original. Para detalhes completos, consulte a fonte: InfoMoney
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