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Vinho e culinária japonesa: conheça todos os segredos

Vinho e culinária japonesa: conheça todos os segredos

Descubra como a culinária japonesa harmoniza com Vinhos Verdes, tintos leves e brancos aromáticos. Dicas práticas para elevar sua experiência gastronômica.


A culinária japonesa oferece uma complexidade de sabores e texturas que vai muito além do sushi básico. Muitas pessoas ficam presas à regra de servir apenas saquê ou vinhos brancos neutros. No entanto, insistir apenas no clássico impede a descoberta de harmonizações memoráveis e tecnicamente perfeitas. O segredo para inovar está em analisar o peso, a gordura e o molho de cada prato.

Um dos maiores desafios dessa gastronomia é o umami, o quinto gosto presente no molho de soja e em caldos à base de algas. Esse componente pode tornar vinhos muito secos ou amadeirados desagradáveis ao paladar. Portanto, evite rótulos com muitos taninos ou excesso de carvalho. O ideal é buscar vinhos que tenham acidez vibrante e pureza de fruta.

Uma sugestão pouco explorada, mas totalmente viável, é o uso de Vinhos Verdes. Rótulos jovens e sem madeira trazem uma acidez vibrante e notas cítricas essenciais para essa harmonização. O toque frisante presente em muitas garrafas atua limpando a gordura do peixe no paladar. Essa característica torna a experiência leve e combate o sal do shoyu com eficácia.

Tintos leves na culinária japonesa

É um mito dizer que vinho tinto não combina com peixe, desde que se escolha o estilo correto. Peixes de carne escura, como o atum, ou pratos com molhos adocicados (como o Tarê), pedem tintos. A culinária japonesa quente, como Yakitori ou enguia grelhada (Unagi), harmoniza lindamente com uvas de casca fina.

Aposte em um Pinot Noir ou um Gamay. Esses vinhos possuem taninos baixos e acidez refrescante. Eles respeitam a delicadeza do prato sem sobrepor o sabor do ingrediente principal. Lembre-se de servi-los levemente resfriados para aumentar a sensação de frescor.

Outro ponto de atenção é a presença de elementos picantes como o wasabi e o gengibre. O calor da pimenta e a pungência da raiz exigem cuidado com o teor alcoólico. O álcool elevado potencializa a ardência e pode anestesiar a língua. Dessa forma, vinhos brancos aromáticos e com baixo teor alcoólico são os melhores aliados.

Um Riesling ou um Gewürztraminer, com um leve toque de açúcar residual, pode ser mágico aqui. O dulçor equilibra a picância, enquanto a acidez prepara a boca para a próxima peça. Essa é uma faceta da culinária japonesa que merece ser testada em seu próximo jantar.

Por fim, considere a textura das frituras, como o Tempurá. A massa leve e crocante pede vinhos com alta acidez ou borbulhas. Espumantes conversam com a massa frita. Assim, você eleva uma simples refeição a uma experiência gastronômica completa.

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Este é um artigo original do O Cabernerd, um blog da TodoVino — Imagem: Oleg via Adobe Stock

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