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Zoom na classificação do vinho

Classificação do vinho: entenda como funciona

Entenda a classificação do vinho e o significado de siglas como AOC, DOC e DOCG. Aprenda a escolher melhor seus rótulos com este guia prático.


A classificação do vinho atua como um mapa detalhado para guiar o consumidor entre milhares de opções disponíveis. Ela define regras rígidas que organizam a produção e protegem a identidade de regiões históricas pelo mundo. Quando você entende o sistema, percebe que cada sigla presente no rótulo carrega um peso legal importante. Essas normas garantem que a bebida dentro da garrafa respeita métodos tradicionais e origens geográficas muito específicas. Portanto, ignorar essas informações técnicas é perder a chance de conhecer a verdadeira história por trás daquele produto. O sistema oferece segurança e consistência para quem compra.

Na França, a famosa sigla AOC (Appellation d’Origine Contrôlée) representa um padrão de excelência e procedência regional. Ela assegura que o vinho foi elaborado em uma zona delimitada e seguiu práticas enológicas bastante restritas. Já na Espanha, a classificação do vinho utiliza o termo DO (Denominación de Origen) para certificar seus territórios vinícolas. Além disso, os espanhóis usam termos específicos como Crianza e Reserva para indicar o tempo de envelhecimento em carvalho. Dessa forma, o rótulo comunica não apenas a origem geográfica, mas também o estilo de maturação da bebida.

Detalhes sobre a classificação do vinho

A Itália possui um sistema hierárquico complexo, onde a sigla DOC (Denominazione di Origine Controllata) é amplamente difundida. Para vinhos de altíssimo prestígio, existe a categoria DOCG, que adiciona a palavra “Garantida” e exige testes analíticos rigorosos. Entretanto, a classificação do vinho italiano também abrange a interessante sigla IGT (Indicazione Geografica Tipica). Essa categoria permite uma liberdade criativa muito maior aos produtores, que podem explorar uvas internacionais. Muitas vezes, rótulos icônicos e modernos, conhecidos como “Super Toscanos”, são lançados como IGT por fugirem das regras tradicionais. Isso prova que a inovação também tem seu espaço garantido.

Conhecer essas siglas transforma completamente sua decisão de compra e evita escolhas baseadas apenas na estética da garrafa. A classificação do vinho permite prever certas características sensoriais importantes antes mesmo de servir a primeira taça. Por exemplo, um selo de origem controlada indica uma expressão fiel do terroir e da tipicidade local daquela região. Assim, você consegue navegar com muito mais confiança por prateleiras repletas de opções, nomes e marcas desconhecidas. O conhecimento técnico se converte, inevitavelmente, em prazer a cada gole.

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Este é um artigo original do O Cabernerd, um blog da TodoVino — Imagem: CRÉDITOS via Adobe Stock

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