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O vinho de Abruzzo mudou com a visão de um único homem

O vinho de Abruzzo mudou com a visão de um único homem

Descubra como Gianni Masciarelli transformou o vinho de Abruzzo. Aprenda sobre a evolução da região e eleve suas escolhas na próxima degustação.


Abruzzo, encravada entre os Apeninos e o Mar Adriático, carregava durante décadas a fama de terra de vinhos baratos e sem personalidade. A região produzia volume. Produzia barato. E era, em grande parte, ignorada pelos guias e pelos consumidores mais exigentes. Foi nesse cenário, nos anos 1980, que Gianni Masciarelli decidiu apostar em uma ideia então improvável: fazer vinhos de classe mundial a partir de uvas nativas cultivadas em solo quase esquecido pelo mercado internacional.

Gianni não era enólogo de formação clássica. Era um observador atento, viajante curioso e profundamente convicto do potencial que via naquelas encostas. Ele percorreu a França, absorveu técnicas, voltou para casa e aplicou tudo com uma precisão que a região ainda não havia experimentado. O vinho de Abruzzo, a partir dali, começou a contar uma história diferente.

Vinho de Abruzzo e a reinvenção do Montepulciano

A uva Montepulciano d’Abruzzo existia há séculos na região. Produtores locais a vinificavam em grandes volumes, priorizando quantidade em vez de qualidade. Gianni enxergou outra possibilidade: reduzir produtividade por planta, selecionar parcelas com critério, controlar a temperatura de fermentação e investir em estágio em carvalho com inteligência. O resultado foi uma série de vinhos que mostrou ao mercado que aquela uva tinha estrutura, profundidade e longevidade, atributos que poucos esperavam dela.

A propriedade cresceu de forma consistente. Hoje, a família Masciarelli cultiva mais de 300 hectares de vinhedos distribuídos pelas quatro províncias do Abruzzo: L’Aquila, Teramo, Pescara e Chieti. Cada parcela é tratada como um projeto individual, com atenção a altitude, exposição solar e composição do solo. Essa obsessão geográfica explica a consistência da qualidade ao longo das décadas.

Gianni faleceu em 2008, mas o legado não parou. Sua esposa, Marina Cvetic, nome que batiza uma das linhas mais reconhecidas da vinícola, assumiu a condução do negócio com firmeza. Ela aprofundou a identidade da marca, ampliou a presença internacional e manteve o compromisso técnico estabelecido por Gianni. A Masciarelli permanece referência obrigatória quando o assunto é vinho de Abruzzo.

Da Trebbiano ao Villa Gemma: uma hierarquia construída com rigor

A linha de entrada da vinícola já entrega qualidade acima do esperado para o preço. Nas faixas superiores, porém, é onde o trabalho de décadas aparece com mais clareza. O Villa Gemma, tinto de Montepulciano d’Abruzzo, representa o topo da pirâmide: um vinho de guarda longa, com taninos firmes e concentração que pede paciência, e recompensa quem espera.

A vinícola também produz um Villa Gemma rosé, elaborado com uvas Montepulciano d’Abruzzo. Diferente dos rosés pálidos e ligeiros que dominam o mercado, este tem cor intensa, corpo presente e uma acidez que sustenta bem a taça. É um vinho que desafia o que muitos consumidores esperam desse tipo de bebida, e entrega muito mais do que a categoria costuma prometer.

Na linha branca, a uva Trebbiano d’Abruzzo recebe tratamento igualmente cuidadoso. A vinícola contraria o senso comum que associa essa casta a vinhos simples e neutros. Com baixo rendimento por planta e fermentação controlada, o resultado é um branco com textura, mineralidade e capacidade de evolução que surpreende até quem já conhece bem a região.

Essa coerência entre as linhas é, talvez, o maior sinal de maturidade de um produtor. Não basta ter um vinho de topo brilhante se a base não sustenta. Na Masciarelli, a régua é alta em toda a hierarquia.

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Este é um artigo original do O Cabernerd, um blog da TodoVino — Imagem: Masciarelli

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