
Acordo Mercosul-UE e os impactos no seu vinho
Entenda como o acordo Mercosul-UE afetará o preço dos vinhos da Itália e França, além das mudanças obrigatórias em nomes de rótulos brasileiros.
Muitos apreciadores da bebida estão atentos às notícias recentes sobre o acordo Mercosul-UE. Afinal, essa negociação histórica promete mexer com as prateleiras e com o bolso dos brasileiros. A principal mudança esperada é a redução gradual das tarifas de importação. Atualmente, os rótulos europeus chegam ao Brasil com uma carga tributária elevada que encarece o produto final.
Com a implementação do tratado, esses impostos cairão progressivamente. Isso significa que, ao longo dos próximos anos, vinhos de grandes potências como Itália, França e Portugal ficarão mais acessíveis. O consumidor terá, portanto, um leque maior de opções com preços competitivos. Contudo, essa abertura de mercado traz desafios importantes para a indústria nacional em diversos setores.
O que muda nos rótulos com o acordo Mercosul-UE
As regras de Indicação Geográfica ficarão mais rígidas para proteger os nomes tradicionais da Europa. O termo “Champagne”, por exemplo, será exclusivo dos espumantes produzidos na região francesa homônima. Além disso, uma mudança significativa afetará os vinhos de mesa brasileiros feitos com a uva Bordô. O uso desse nome será proibido nos rótulos nacionais após um período de transição de sete anos, pois remete à região de Bordeaux.
O mesmo vale para nomes como “Prosecco” e “Grappa”, que possuem fortes ligações com a tradição da Itália. Bebidas brasileiras que usam essas denominações deverão buscar alternativas para manter sua identidade visual. Sendo assim, as vinícolas locais precisarão investir em rebranding e inovação para manter seu público fiel. A qualidade do produto nacional será o grande diferencial nessa nova fase de mercado.
Por outro lado, o acordo não possui efeito imediato. A eliminação total das tarifas para vinhos europeus pode levar até oito anos para se concretizar. O mercado terá tempo para se ajustar e o consumidor verá as mudanças aos poucos. Em suma, teremos mais diversidade e uma concorrência que pode elevar o nível de todos os produtores mundiais.
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Este é um artigo original do O Cabernerd, um blog da TodoVino
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