
Recorde de consumo de vinho no Brasil chega com alta de 42%
Recorde de consumo de vinho no Brasil marca alta de 42% em 2025; entenda os motivos do crescimento e o que dizem os especialistas em saúde e nutrição.
O recorde de consumo de vinho no Brasil confirma uma tendência que vai na contramão do mercado mundial. Segundo dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o país consumiu 4,4 milhões de hectolitros da bebida em 2025, alta de 41,9% em relação ao ano anterior, enquanto o consumo global recuou na maior parte dos países. O crescimento coincide com a expansão da produção nacional, que ampliou a área de vinhedos pelo quinto ano seguido, chegando a 91 mil hectares, avanço de 9,6% sobre 2024.
O que explica o recorde de consumo de vinho no Brasil
A data também marcou o Dia Nacional do Vinho, celebrado em 7 de junho, e reacendeu o debate sobre os efeitos da bebida na saúde. Para a nutróloga Juliana Couto Guimarães, professora da Afya Educação Médica Montes Claros, o consumo moderado pode trazer benefícios ligados aos compostos bioativos presentes na uva, especialmente os polifenóis, que têm ação antioxidante e ajudam a neutralizar radicais livres associados ao envelhecimento celular e a doenças crônicas. Esse pano de fundo ajuda a explicar por que o recorde de consumo de vinho no Brasil vem acompanhado de um debate cada vez mais aberto sobre moderação.
Por que os brasileiros estão bebendo mais vinho
Entre os compostos citados está o resveratrol, presente principalmente na casca das uvas tintas, relacionado à redução de processos inflamatórios e à proteção cardiovascular. Um estudo apresentado no American College of Cardiology associou o consumo moderado de vinho a uma queda de 21% no risco de morte por doenças cardiovasculares, na comparação com quem não bebia ou consumia álcool apenas de forma ocasional.
Segundo a médica, esse efeito aparece principalmente em populações que seguem hábitos próximos da dieta mediterrânea, com consumo regular de frutas, verduras, azeite de oliva e peixes, além de atividade física constante. Nesses contextos, os compostos do vinho contribuem para a saúde vascular, reduzem a oxidação do colesterol LDL e favorecem o bem-estar social ligado ao ato de compartilhar uma taça à mesa, cenário que também ajuda a explicar o recorde de consumo de vinho no Brasil.
A recomendação da nutróloga é clara: consumo moderado e, de preferência, durante as refeições. Ela reforça que o vinho não é indicado para gestantes, lactantes, crianças, adolescentes, pessoas com doenças hepáticas ou histórico de dependência alcoólica, nem para quem usa medicamentos com risco de interação com álcool. Segundo ela, os possíveis benefícios não autorizam o uso do vinho como tratamento ou estratégia isolada de prevenção contra doenças.
Diante desse recorde de consumo de vinho no Brasil, vale aproveitar o momento para conhecer com calma os rótulos disponíveis na Todovino, sempre com moderação e boas escolhas à mesa.
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Este conteúdo é uma interpretação do material original. Para mais detalhes, consulte a fonte: Diário do Comércio
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